domingo, 10 de janeiro de 2010

10 de janeiro de 2010

Assistindo ao noticiário da hora do almoço, despretensiosamente e quase sem atenção, ouviu qualquer coisa sobre o tamanho do planeta Terra em relação ao Universo. Despertou novamente aquilo que cada vez mais frequentemente tem aparecido em seus pensamentos, sobre a grandeza das coisas, reais ou imaginárias. Sempre que algum problema gigante começava a fermentar e crescer absurdamente, procurava lembrar o quão tudo era tão pequeno e tentar suavizar um pouco mais a vida. Ela, que não costumava rezar desde os 12 anos de idade, pediu numa espécie de oração singela a qualquer força para que lhe desse força, e principalmente ar para encher os pulmões, respirar fundo e seguir em frente.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

22 de dezembro de 2009

A única coisa que não posso esquecer é que amar não significa abandonarmos as pessoas só porque elas querem uma vida diferente da que levamos. Muito menos as privamos de viver...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

8 de dezembro de 2009

É aquilo que já não tem mais nome, mas conserva ainda a mesma intensidade da dor. Espalmo o chão três vezes e peço arrego da luta. Não é o meu corpo, mas cada parte da minha alma clamando por um pouco de descanso e felicidade. Antes que todas elas comecem a crer que isso não passa de lenda.

domingo, 6 de dezembro de 2009

6 de dezembro de 2009

" _Você ficaria sentida se eu fosse? - perguntou à moça de óculos, que lamentava cada minuto passado longe dele, mas que não sabia lhe recusar nada." (A insustentável leveza do ser - Milan Kundera)

Meu mais novo livro de cabeceira. Ou melhor, da vida.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

4 de dezembro de 2009

Sentiu-se feliz ao imaginar que dentro da caverna evitaria ao menos nutrir expectativas sobre os seres humanos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

2 de dezembro de 2009

O peito se enche de vontade de fugir pra longe, sem que nada nem ninguém o acompanhe. Pede um retiro espiritual para se refazer. O tempo para respirar tem se tornado curto demais novamente, e o esforço que isso pede torna tudo exaustivo demais. Ouço o eco da caverna chegando até mim e gritando meu nome. Pede que eu faça companhia às rochas, uma vez que estou prestes a me tornar uma. Hoje o corpo ainda arde em febre, mas algo em mim sente que em breve o calor se esvairá e vão restar apenas marcas minhas incrustradas no chão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

26 de novembro de 2009

O cérebro tem andado tão exausto que só tem pedido arrego. O corpo se conduz por inércia e só encontraria o verdadeiro repouso no colo de quem faz tanta falta. Ambos clamam para que o tempo passe logo e tudo possa voltar ao normal novamente. Carinho, preguiça de acordar, vontade de não dormir, tempo para aproveitar, abraços, abraços, abraços, conversas deliciosas no aconchego, um tempo infinito que passa tão rápido, mas não desiste de ser pra sempre. Vem logo e prometa que não vai mais embora!